Empresas têm baixa maturidade na retenção de talentos-chave, aponta pesquisa da EXEC
Pesquisa da EXEC revela que a maioria das empresas só percebe o valor de um profissional estratégico depois que ele vai embora. Retenção proativa é urgente.
Revista HSM
Uma pesquisa da EXEC revelou um dado preocupante: a maioria das empresas brasileiras ainda apresenta baixa maturidade nas práticas de retenção de talentos-chave. Apenas 37,7% das empresas conseguem identificar formalmente quem são seus talentos, enquanto 62,3% reconhecem que não têm processos estruturados para fazer essa análise.
Em matéria publicada na HSM Management, nossa sócia Maria Paula Paschoaletti analisa os dados e o que eles significam para as organizações brasileiras. Segundo ela: “Essa constatação reforça um ponto crítico: sem clareza sobre quem realmente sustenta o negócio, o risco de perda de conhecimento, engajamento e performance aumenta em momentos decisivos. O primeiro passo para uma estratégia eficaz de retenção é o mapeamento formal de talentos, com critérios claros e alinhados ao planejamento estratégico.”
Outro dado relevante: 59,4% das empresas não têm clareza total sobre os motivos que levam um talento a pedir demissão. Nas palavras de Maria Paula: “Isso indica uma gestão que se comporta de forma mais reativa, respondendo ao risco da perda e não atua preventivamente para evitar essas desconexões. Entender esses fatores é essencial para que o RH e as lideranças atuem de forma estratégica e preventiva.”
A retenção de talentos críticos vai muito além de pacotes de remuneração competitivos. Profissionais de alta performance buscam propósito, autonomia, reconhecimento, oportunidades de crescimento e uma cultura onde possam contribuir de forma significativa. Perder um talento-chave custa caro — muito além da contratação de um substituto. O custo real está na perda de conhecimento, na descontinuidade de projetos e no impacto sobre a cultura e a motivação da equipe.
“A falta de diagnóstico, planos de carreira, feedbacks estruturados e programas individualizados compromete a permanência dos profissionais mais estratégicos nas organizações.”
- Confira a matéria completa em: HSM Management.