Empresas avançam, mas enfrentam dificuldades na consolidação do ESG
Muitas empresas ficam no discurso. A real consolidacao exige liderança engajada, RH protagonista e ESG integrado a cultura, não só a relatórios.
Diário do Comércio
A agenda ESG deixou de ser tendência para se tornar um imperativo estratégico no mundo corporativo. Ainda assim, muitas organizações brasileiras seguem enfrentando desafios para transformar compromissos em ações concretas e mensuráveis.
Em reflexão compartilhada por nossa sócia Thais Pegoraro, fica evidente que a consolidação de práticas genuínas de governança ambiental, social e corporativa depende menos do discurso e mais da capacidade de integrar o ESG à cultura e às decisões do negócio.
Segundo Thais, a principal lacuna entre intenção e execução está, muitas vezes, na ausência de uma liderança verdadeiramente engajada com a pauta. Líderes que compreendem a relação entre sustentabilidade, cultura e performance conseguem mobilizar equipes, fortalecer estruturas internas e transformar o ESG em uma vantagem competitiva real, e não apenas em um tema presente em relatórios anuais.
Nesse contexto, o RH assume um papel cada vez mais estratégico, sendo responsável por incorporar competências sustentáveis nos processos de seleção, incluir critérios ESG nas avaliações de liderança e desenvolver gestores preparados para atuar com consistência diante das novas demandas do mercado.
O avanço da agenda ESG depende, acima de tudo, de pessoas comprometidas com a transformação. Lideranças e equipes de RH têm papel central para garantir que o ESG deixe de ser uma iniciativa isolada e passe a fazer parte do DNA organizacional.
“A grande dificuldade é tornar o ESG uma iniciativa que mobilize a companhia como um todo, e não apenas um discurso de responsabilidade corporativa”
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