Qual é o perfil dos conselheiros que recebem acima de meio milhão no Brasil
A falta de profissionalização na seleção de conselheiros ainda limita a evolução da governança corporativa e a efetividade dos conselhos no Brasil.
ESTADÃO São PauloPesquisa realizada pela EXEC com 352 conselheiros revela um retrato detalhado da atuação dos boards no Brasil. A amostra reúne profissionais experientes, com 60% atuando há mais de seis anos em conselhos e 45% já tendo ocupado a presidência de colegiados. Entre os perfis que recebem acima de R$ 541 mil por ano, 93,4% já foram ou são CEOs e 80% possuem formação específica em Governança.
Em matéria publicada pelo Estadão, Thais Nather, Diretora Executiva e líder da prática de Soluções para Conselhos da EXEC, comenta os fatores que tornam determinados perfis mais valorizados pelo mercado e os desafios relacionados à profissionalização e à diversidade nos boards.
Segundo ela, além da experiência executiva e da bagagem técnica, competências como escuta ativa, visão estratégica e habilidade de relacionamento são diferenciais para alcançar posições de maior remuneração. A pesquisa “Panorama dos Conselhos no Brasil 2026” mostra um ecossistema em transformação, mas ainda dependente de indicação: 96% da amostra chegou à cadeira via networking, e apenas 33% foram selecionados via headhunter.
O levantamento reforça que a seleção informal, a ausência de avaliações de efetividade e a baixa complementariedade de perfis ainda limitam a evolução dos colegiados no país.
“Os conselheiros que são melhor remunerados têm capacidade de escuta muito apurada, se colocam no lugar do acionista e têm habilidade política.”
- Confira a matéria completa no Estadão.