O que ainda freia mulheres de chegarem à alta liderança no agronegócio
Barreiras culturais e sistêmicas persistem no agronegócio. Metas de diversidade, mentoria específica e revisão de processos seletivos são passos concretos para mudar esse cenário.
SEGS
O agronegócio é um dos setores que mais cresce no Brasil, mas ainda carrega desafios estruturais na promoção da liderança feminina. Apesar do avanço da presença de mulheres em diversas funções do setor, os cargos de alta gestão e decisão seguem sendo majoritariamente masculinos, reflexo de uma cultura historicamente construída com base em valores que precisam ser revisitados.
Em análise publicada no SEGS, nossa sócia Camila Marion aborda as barreiras que persistem e o que pode ser feito para superá-las. Segundo ela, as barreiras que freiam as mulheres não são apenas culturais: elas são sistêmicas. Critérios de seleção que privilegiam trajetórias tradicionais, ausência de programas de mentoria para mulheres nas áreas técnicas do agronegócio e a persistente desigualdade no acesso a redes de relacionamento estratégico são obstáculos concretos.
Para as organizações do setor e para as áreas de Recursos Humanos, o momento exige construir políticas afirmativas que vão além do discurso: metas de diversidade em posições de liderança, programas de desenvolvimento específicos para mulheres de alta potencial e uma revisão crítica dos processos de seleção e promoção são passos concretos em direção a uma liderança mais representativa.
O agronegócio que se abre para a diversidade de liderança não perde: ganha. Perspectivas plurais constroem estratégias mais robustas e organizações mais preparadas para os desafios de um setor em constante transformação.
“O problema nunca foi o estilo feminino de liderar, mas a limitação dos modelos reconhecidos como legítimos.”
- Confira a matéria completa no SEGS.